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Sobre Eduardo

Alguem preocupado em conscientizar-se

Solidão

 

A arte traz a possibilidade de comunicar uma interpretação mais íntima logo profunda da realidade, por ela mesma em sua natureza conter uma maior liberdade, sua busca por um estado puro e  absoluto de beleza.  Durante esta semana me dediquei um pouco ao estudo da arte, entrei em contato com alguns livros e com uma famosa obra de romance chamada, O idiota, a idéia central deste livro era representar um homem inteiramente belo. Lembrando que naquela época beleza era um adjetivo intensamente perseguido, beleza de criação artística, valores morais, coragem, razão e a pureza desses estados. Dostoievski usava com freqüência “Beleza” e “Cristo” como termos semelhantes, na época, não a beleza exterior mais a que se refere a seus valores e grandeza moral, uma beleza que ele mesmo cita até um ateu é sensível, a beleza que faz parte da natureza humana e a completa aperfeiçoando o homem, como a arte ou o sorriso de uma criança.

Diluimos o ser ao ponto em que nos encontramos na pior solidão, a solidão de nós mesmos, a esperança bate a porta dizendo: – “Deus só o chama para ser”,  SÓ, fora disso acabaremos querendo nos libertar de nossos libertadores. E então uma beleza única irá nascer até florescer, uma beleza do ser que realmente produz um aroma agradável, ela não cumpre uma regra ela não é igual a nenhuma outra, ela é única como seu aroma, uma beleza que possui o poder de não somente arrastar multidões, mas o de amar multidões, como o autor resumiu com a frase “A beleza salvará o mundo”.

Uma beleza que o convida a ver que a vida vai além de si mesmo, por mais que lutemos contra isso, olhar os lírios do campo esta cada vez mais difícil eles não brotam em asfalto. Eles nascem da terra, aquela abaixo do asfalto que mesmo não vendo ainda da vida a quem a admira, admira seus campos e o que ela tem a ensinar. Abraços

 
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Publicado por em novembro 22, 2011 em Sem categoria

 

Narciso

Tenho e quero ter em excesso, só significa que nada tenho principalmente o significado. Em verdade quanto mais tenho mais vazio me torno, pois o ter não preenche o ser. Vivendo em um mundo que perdeu a visão, por guiar-se unicamente pelo que seus olhos podem ver uma cegueira interior de significado, do outro e do que é o amor se instaurou.

Enxergamos imagens e construímos imagens, uma imagem perfeita de si e do outro, e como não enxergamos a nós como somos, não enxergaremos nosso próximo. A perfeição hoje é não pensar e questionar pode incomodar a “falsa paz de sorrisos” a “falsa comunhão” que não suporta uma critica ou um pensamento que não difere da maioria, Cristo andava com diferentes realidades, diferentes pessoas desde o rico ao miserável, ladrão à prostituta, mentiroso ao religioso e por compreender o outro ele amava verdadeiramente. Fico imaginando quantos olhares tortos ele não enfrentou por não possuir o mesmo comportamento dos “homens de Deus” da época.

Uma das principais preocupações está em uma imagem, ela reduz a realidade e nem sempre comunica a verdade, a mentira sempre é mais sutil e inteligente do que imaginamos quem desconfiaria do que os próprios olhos vêem, a maior mascará da mentira é a verdade. Como falei no inicio esta cegueira int erior, está cada vez mais tomando conta de todas as áreas de nossa vida, tornando-nos perdidos e desesperados exatamente como cegos, cegos da razão, cegos do amor, cegos da sensibilidade. Como pensam Saramago ou Paulo de Tarso, cegos que vendo não veem.

Um olhar é um limite, o olhar de um menino, de um homem e Deus, são distanciadamente diferentes mesmo sendo o olhar sobre a mesma realidade, creio que quanto mais o menino e o homem amadurecem seus olhares se aprofundam e crescem, procurando ter aquele olhar que examina corações.

“O interior é sempre muito maior que o exterior”.

Pena que está verdade está se invertendo e o meu medo é que a história do personagem título se repita.

 
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Publicado por em janeiro 15, 2011 em Sem categoria

 

Bandeiras!

 

Sem duvida o cenário em que se apresenta nosso país é desestimulante, ele abaixa nossos sonhos que antes eram altos, poda nossos dons e incentiva o mecanismo de trabalhar para um chefe que na verdade o vê apenas como uma ferramenta que ele usa assim como o computador ou o carro.  Para que você me serve? tomou o lugar de Quem você é? E o pior é que isto está nos moldando, moldando nosso dia e vida!

Nossa consciência está sendo mudada pela dor de cada dia e não pela graça que deveria bastar.  É uma escolha, você pode escolher viver o milagre, porque você é o milagre. O milagre não é dinheiro ou a casa própria o milagre é você. Este é o peso da escolha de acreditar, o peso da fé é viver! Viver livre, viver sem a preocupação diária do amanhã!

Vamos ser, definitivamente ser! Quem fomos criados para ser! Sim! É difícil ser uma bandeira pessoal, que representa ao mesmo tempo vida, graça, sabedoria, amor e chora. Mas sim este é o propósito, tornar-se forte e ser exatamente a representação de um reino que tenta através de você se reunificar de novo. Sim! É difícil nos momentos de sentimentos de solidão, mas você nunca estará só.
E agora que sua própria fé é o sacrifício, façamos ele um dos mais belos, o sacrificio de acreditar que seremos satisfeitos no dia seguinte, o sacrifício de acreditar que não é atraves de nossos braços que mantemos nossa vida, mas que o pão vem sem esforços e sobre tudo que os desertos tem seu fim na obediência de aprender que só Ele basta.
 
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Publicado por em novembro 18, 2010 em Sem categoria

 

Demorado outono

Em um tempo em que até  palavras, viraram folhas secas, neste que parece um longo outono  quanto mais luto por admirar um pouco ainda das folhas verdes e frutos mais nos apresentam troncos mirrados, um esqueleto frágil de árvores já esquecidas, onde jaziam amplas sombras para  o descanso agora nada, descansar para que? parar, pensar, porque?

Um interminável outono em que nada nasce, mas também não parece que vá morrer , o vento continua a soprar, mas nada parece se mover a não ser as folhas mortas, parece que tem algo fora do lugar e esse algo sou eu. Sinto falta de correr por um caminho, pelo qual conhecia e por conhecer, acreditava, pelo qual eu daria o meu melhor, escrevendo através de suas palavras  minha história, sinto falta do “bastante” por mais que hoje em dia o bastante nunca seja o bastante. Quero, criar exatamente aquilo para o qual fui criado, mesmo que somente eu o saiba.


 
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Publicado por em agosto 30, 2010 em Sem categoria

 

Perspectiva

Eu creio no Cristianismo tal como creio que o Sol nasceu, não apenas porque o vejo mas porque através dele eu vejo todas as outras coisas – C. S. Lewis

Tanto o poder quanto o tempo não estão em nossas mãos, porém essa é uma verdade esquecida.Parece que fazemos questão de esquecer o que pensamos já ter aprendido! Somos ingratos quando julgamos necessitar  vaidades, quando nossas preocupações quase nos sufocam, quando nosso coração insiste em nos guiar…são tantos caminhos, se não seguirmos o único caminho! E com o que Cristo se preocupou? Com o que ele se importava realmente? O que fez com que ele fosse morto? É fácil nos esquecermos do óbvio!

O maior risco é perdermos nosso combustível, desaprendendo a amar, afinal este sentimento não é apenas parte de nós, mas somos eu e você à imagem e semelhança e se não vivo este amor, se esqueci deste amor decidido, amor que supera a dor, como serei o que sou? Porque ainda sentimos tanta sede e fome, mesmo depois de beber o vinho e comer o pão?

É engraçado como vivemos um modelo de vida totalmente condicional, se você fizer isto ganhará aquilo e serei deste jeito com você, se você não fizer, simplesmente não terá, se for quieto em sala, ganhará uma estrela da professora… quando crescemos o quadro não muda! Se passar no vestibular ganhará um carro e comprarei algo para recompensá-lo… agora cá entre nós quem nunca se comportou assim com Deus? Afinal somos cristãos fiéis, filhos obedientes ao Pai merecem uma estrela, digo, benção! Sinceramente responda, Qual é a sua perspectiva de Deus(foto)?

Talvez por esses motivos nossa vida encontra-se petrificada neste estado seco e vazio onde o altruísmo cobra juros, e só irei fazer se me gerar algo em troca. Queremos mudanças quando deveríamos estar mudando a nós mesmos para que a verdadeira mudança se fizesse presente, como um presente que nos é dado e não por orações, obras e esforços, tentando obter um tipo de aplauso divino e não um relacionamento, afinal  se Deus é condicional, o meu amor como será?  Inclina-te mais a ouvir do que a oferecer.

 
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Publicado por em agosto 16, 2010 em cristianismo

 

Minha paz

Enquanto lutarmos por nossa paz, não teremos uma PAZ real. Afinal a paz é o conforto da minha casa e a comodidade do meu dia, se eu estiver em paz, Sim! Tudo estará em paz.

Eu não me sinto confortável desde que entendi uma pequena parcela da minha responsabilidade para comigo e conseqüentemente para com o próximo, na verdade eu não me sinto em paz, pelo menos a idéia de paz que a maioria tem, aquela que se resume a estar satisfeito com sua realidade.

Onde está a justiça deste Deus que deixa milhares de pessoas morrerem na África semanalmente? Onde está à misericórdia deste Deus que não atenta para crianças miseráveis a margem da sociedade, sem contar as dezenas de milhares prostitutas que habitam em nosso país? Onde está esse Deus de justiça, misericórdia e principalmente bondade? Bom eu digo que ele está no mesmo lugar, mas será que estamos onde devíamos estar ?

Não amamos, essa foi à conclusão que cheguei, pois quem ama procura conhecer o máximo possível, ter intimidade e entender. Não fazemos isso conosco, não nos conhecemos e tão pouco conhecemos para onde vamos. E nesta tremenda confusão sem direção tentamos amar o outro sem nem mesmo sabermos o que significa esta palavra tão usada, mas tão pouco vivida. Será que conhecemos a ponto de saber qual sua realidade, qual sua dor, quando ele chora?

VÓS SOIS O SAL DA TERRA!

Ainda enxergamos nossa vida com nossos olhos, ainda preferindo a confiança de nossa natureza, ao invés da verdade imutável que é o amor. Ainda preferimos nossa realidade, por mais que conheçamos uma melhor e acima de tudo uma verdadeira. Afinal somos imediatistas, querendo sempre ver, tocar e ter controle mesmo sabendo que não adiantará nada, ainda duvidamos da maior escolha que foi feita antes de nascermos. Talvez  precisemos nos voltar para o princípio, o princípio do conhecer, conhecer que implica vivenciar na prática não apenas ler essas palavras que escrevo, ou só as escrever.

Tenha fé, você é capaz. Ele tem fé em você!

 
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Publicado por em julho 10, 2010 em Sem categoria

 

Dor e medo?

Qual tem sido sua dor? Qual o tamanho da sua dor ? Ela tem conseguido tirar sua paz ? Na verdade ela não tira sua paz, outro sentimento tem tirado sua paz e o nome dele é medo, afinal o medo é seu companheiro inseparável junto é claro com a desesperança. É o medo que torna essa dor interminável, afinal quantas dores nós supervalorizamos por termos a ilusão de que nunca terminarão ?

Talvez por não nos conhecermos tão bem quanto deveríamos nos deixamos dominar, não pela dor mas pelo medo que é pior, pois ele nos aprisiona em uma ilusão, a ilusão de um mundo falso, irreal, ou melhor, PERFEITO! Distanciando-nos da realidade onde quem está bem vive a dor. Então não temos escolha ou vivemos com a dor ou com o medo, é sempre uma escolha, viver é uma escolha diária! Como poderia ser diferente, temos escolhido a dor ou o medo? O real ou a ilusão?

Muitas vezes nos encontramos controlados pelo medo, medo de não sermos tão perfeitos quanto pensam que nós somos e quanto nós mesmos pensamos que somos. Temos que parecer sempre sociáveis, por mais que a dor esteja batendo prefirimos ignorar.  Por mais que tenhamos a ilusão de que ela foi de vez embora, ela reaparece e as vezes com força total, bem no ponto fraco onde irá fazer mais estrago, então vem a escolha medo ou dor, não temos como evitar a dor, nós só a sentimos e senti-la é o primeiro passo para enfrentá-la e acredite mais que isso entregá-la, compartilhando-a com Deus.

Tentamos manter uma distancia confortável de nossas dores, ignoramos, nos afastamos e nos fingimos de desentendidos, mas no fundo ela continua a nos incomodar e com ela é claro o medo, o medo de sentir-la de novo, medo da incompreensão e sobretudo o maior medo do ser humano a solidão, que nos coloca a beira do abismo ao invés de a superarmos com o Filho que sentiu as piores dores até mesmo a dor da solidão, e por fim superou a morte.

Em nossa vida sempre sentimos dor e sempre a sentiremos, até que encontramos alguém para compartilhar toda nossa história de lágrimas, que nos dá sua mão para caminharmos até o Fim! Ainda que este fim seja fazer uma longa caminhada na beira da praia, unicamente para lembrarmos que o mesmo que traz as ondas é o que nos motiva a caminhar, e no final nos convida a apenas nos sentarmos e ficar em silêncio admirando Seu agir.

 
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Publicado por em maio 31, 2010 em Visão de mundo